O primeiro secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL/MT), deputado Eduardo Botelho (DEM) afirmou na manhã desta segunda-feira (05.04), durante sessão ordinária, que os deputados estão enfrentando um dilema em relação a ajudar o Estado a comprar oxigênio para os hospitais, devido os preços estarem quase o dobro do que foi comprado pelo Governo de Mato Grosso.
Botelho enfatizou que não tem alternativa, pois precisam comprar esses oxigênios mesmo sabendo que daqui a pouco o Ministério Público do Estado (MPE) entrará com um processo achando que os deputados estão roubando ou desviando dinheiro. “É assim que vivemos”, desabafou.
“Nós estamos fazendo um processo para a compra de oxigênios, mas estamos barrando no preço. Hoje, oxigênio para pronta entrega o preço está quase o dobro do que foi comprado pelo Governo do Estado. Aí nós ficamos naquela situação, compramos ou não compramos, eu acho que tem que comprar, pois não tem alternativa”.
Outro assunto tratado pelo deputado foi a respeito das compras de cestas básicas para doar para população que está passando por situação de vulnerabilidade em decorrência da pandemia da Covid-19.
“Eu tenho solicitado autorização para nós comprarmos cestas básicas para doar para população. Ontem eu vi no Fantástico como está à fome, e vocês acham que aqui em Mato Grosso está diferente, aqui não está deputados! Aqui também a fome está assolando o povo”, declarou o deputado.
O parlamentar ressaltou que Mato Grosso é dos Estados mais ricos da Federação proporcionalmente que teve ganhos nessa pandemia, mas o deputado lembrou que os ganhos foram para poucos. “Teve ganhos públicos porque a arrecadação do Estado aumentou. Teve ganhos para uma parcela de empresários, sobre tudo aqueles que mexem com o agronegócio, mas a grande maioria está passando fome sim”, avaliou Botelho.
O deputado defendeu ainda que a está na hora dos parlamentares entrarem nisso, pois a Casa tem recursos, e podem sim comprar tanto cilindros de oxigênio como cestas básicas.
Pois segundo o democrata, as Prefeituras e o Estado estão totalmente colapsado e não estão nem conseguindo distribuir e nem fazer de uma forma eficaz. “Então será que a Assembleia não poderia fazer esse trabalho, acho que poderia sim fazer esse trabalho social. Mas nós sempre embarramos no MPE. A gente compra para doar e daqui a pouco vem um processo, uma ação em cima. Mas nós vamos enfrentar essa luta”, frisou ele.
