Home CidadesAinda não morreu ninguém sem oxigênio, mas vivemos essa agonia, diz governador

Ainda não morreu ninguém sem oxigênio, mas vivemos essa agonia, diz governador

por Da Redacao

Em alerta quanto aos estoques de oxigênio medicinal no estado, o governador Mauro Mendes (DEM) reconheceu que há o risco de faltar o produto, mas garante que o estado tem feito esforços para evitar uma tragédia como ocorreu em Manaus onde morreram pacientes que estavam intubados. Outra preocupação é quanto ao kit intubação que pode faltar nos próximos dias, caso o governo federal não viabilize a compra dos medicamentos com outros países.

“É uma grave crise, aqui não morreu ninguém, mas todo dia a gente sofre com a agonia, fala com fabricante”, afirmou Mauro em entrevista à CNN nesta quinta (25).

É uma grave crise, aqui não morreu ninguém, mas todo dia a gente sofre com a agonia, fala com fabricante” –Governador Mauro Mendes

De acordo com painel da Anvisa, em Mato Grosso foram comercializados 310 mil m³ e no estoque as empresas possuem 16,5 mil m³. A Secretaria de Estado de Saúde (SES MT) não informou qual a média consumo diário no estado.

Contudo, uma das empresas que atende a região Norte afirma que somente 27 municípios estão consumindo 10 mil m³ diários e a estratégia adotada tem sido o racionamento do produto limitando a quantidade que cada município pode adquirir.

“Aquilo que nós vimos, há dois meses atrás, acontecendo em Manaus, hoje, praticamente acontece em todas as regiões. Faltou um pouco de uma articulação central (do governo federal), por mais que alguns estados se esforcem, não temos capacidade de conversar com todos os fabricantes e criar um plano nacional”,

O governador ainda citou dificuldades logísticas para que levar os cilindros até municípios distantes da capital e com acesso por estradas sem pavimentação. Para ele, faltou mais engajamento do governo federal para evitar o agravamento da crise. Nesta semana, a Justiça determinou à União que garanta o abastecimento de oxigênio para MT.

“Ministério da Saúde tem a capacidade de articular as políticas e soluções para um momento de crise como esse. O papel de articulação central ninguém pode tirar do Ministério”, concluiu.

Fonte: RD News

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