Home CidadesDeputado afirma que solução para segurança no Brasil não é armar a população

Deputado afirma que solução para segurança no Brasil não é armar a população

por Da Redacao

O deputado também vê omissão do Estado e garante que, antes de flexibilizar o armamento, é necessário melhorar a segurança pública

Presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado na Câmara, o deputado federal Emanuelzinho (PTB), afirma que a falta de segurança no país motiva a população a querer “privatizar para si” a compra de armas, mas assegura que esse não é o caminho. “Não se pode falar que dando arma pra todo mundo que vão se resolver os problemas porque não vai”.

Para Emanuelzinho, o sistema de segurança no Brasil é defasado. “O estado não dá conta de proteger, não dá conta de ter um sistema penitenciário eficiente, não dá conta de garantir uma legislação que realmente garanta a punibilidade, então passa a arma pra mim que eu me resolvo”.

O deputado também vê omissão do Estado sobre o assunto e garante que, antes de flexibilizar o armamento às pessoas, é necessário melhorar a segurança pública. “E aí quem quiser ter arma, ou quem não quiser, de acordo com os requisitos que a lei prevê, vai poder ter, mas a medida que você melhora a qualidade da segurança pública, você diminui a vontade da terceirização pra si próprio pra sua defesa pessoal”.

Nesta sexta-feira (16/04), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes suspendeu o julgamento sobre a validade de quatro decretos editados pelo presidente Jair Bolsonaro que flexibilizaram a compra de armas no Brasil.

Eles entraram parcialmente em vigor na terça (13/04), pois na segunda (12), a ministra Rosa Weber, atendeu um pedido da oposição e suspendeu parte deles. Entre outros pontos, ela suspendeu a possibilidade de aquisição de até seis armas de fogo de uso permitido por civis e oito armas por agentes estatais.

Neste sentido, o deputado reforça a importância de investimentos e reestruturação da segurança. “Fortalecimento das polícias, por reforma do código penal, por reforma do sistema penitenciário e carcerário, por uma reorganização do pax federativo na repartição das redes que vão para a segurança publica dos estados”.

Como presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, Emanuelzinho pretende lançar debates de onde surjam políticas públicas que solucionem essa mazela. “Acho que o debate entre bandido bom e bandido morto, ou bandido é vítima da sociedade, e o debate entre pode ter arma ou não pode ter arma, é reduzir a questão complexa da segurança pública à frase de efeito e não é isso como presidente da Comissão de Segurança Pública que a gente quer, a gente quer fazer um debate profundo, encontrar a raiz do problema e plantar a semente pra resolver a médio e longo prazo”, conclui.

Fonte: Capital Noticia

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