Quando Karina Rondini tinha 2 anos, sua mãe, Fátima, ouviu de médicos que as manchinhas no corpo da bebê, chamadas de “café com leite”, eram causadas por uma doença genética rara, a NF1 (neurofibromatose tipo 1).
Embora o diagnóstico tenha sido assustador desde o primeiro dia, os sinais mais evidentes da condição começaram quando Karina tinha 15 anos. Tumores, que se tornariam grandes com o tempo, começaram a crescer nos membros inferiores da adolescente, causando, além de dor e coceira, olhares e comentários preconceituosos de colegas de escola e até desconhecidos.
Quando conversou com VivaBem em 2019, Karina, que na época estava com 29 anos, já tinha tumores que pesavam cerca de 40 kg. Na época, ela contou que, pela alta vascularização dos tumores (a presença de muitas veias, algumas com até 1 cm de largura), os procedimentos para retirada das massas tinham alto risco de hemorragia e eram limitados. Os médicos não se propunham a tirar mais do que alguns quilos por cirurgia. Mas isso mudou um pouco depois.

Surge um nome e a esperança
A expectativa para a melhora da qualidade de vida começou a mudar quando, após participar de um documentário britânico sobre sua doença, Karina notou a repetição de um nome específico nos comentários deixados pelos espectadores. “Estavam em inglês e, depois que traduzi, vi que recomendavam um médico que já tinha retirado grandes tumores”, relembra.
Tratava-se do norte-americano McKay McKinnon, cirurgião plástico há 37 anos e com vasta experiência na retirada de tumores causados pela neurofibromatose, com alguns pacientes até mais comprometidos do que Karina.
Em 2011, McKinnon chegou a deixar um paciente 90 kg mais leve após a remoção de tumores que cresciam em seu abdome. O procedimento foi feito no French Vietnam Hospital, em Saigon, no Vietnã.
Fonte: UOL
