Home CidadesGisela Simona lembra eleições de 2020: “O senhor se considera um corrupto profissional?

Gisela Simona lembra eleições de 2020: “O senhor se considera um corrupto profissional?

por Sandra Carvalho

“O senhor se considera um corrupto profissional?”. Ao tomar conhecimento do afastamento do prefeito Emanuel Pinheiro, alvo da Operação Capistrum, deflagrada nesta terça-feira (19.10)  pelo NACO (Núcleo de Ações de Competência Originária), do Ministério Público Estadual (MPE), a ex-superintendente do Procon-MT, Gisela Simona (PROS) lembrou desta pergunta que fez ao emedebista durante debate nas eleições municipais de 2020.

“O senhor é símbolo nacional da corrupção, foi delatado, é acusado de ter vendido incentivos fiscais para o grupo Caramuru, teve secretário preso”, pontuou a candidata durante o debate, cujo trecho do vídeo foi divulgado em suas redes sociais.

Assista:

 

Gisela disputou a prefeitura de Cuiabá e foi a terceira colocada no primeiro turno com 52.191 votos (19,42%). Durante a campanha, combateu duramente a corrupção e apresentou um plano de governo consistente, com eixos que priorizavam o desenvolvimento da cidade, a qualidade de vida e respeito ao cidadão.

A operação que levou ao afastamento do prefeito Emanuel Pinheiro e da primeira-dama Márcia Pinheiro e à prisão do chefe de gabinete o chefe de gabinete Antônio Monreal Neto, identificou a contratação irregular de mais de 5 mil servidores temporários na saúde pública de Cuiabá, a maioria para uso político e também o  pagamento irregular do chamado Prêmio Saúde.

De acordo com a decisão assinada pelo desembargador Luiz Ferreira da Silva, há  indícios de alto número de contratações de servidores temporários na secretaria de Saúde “para atender interesses políticos do Prefeito Emanuel Pinheiro”.

Consta na decisão que “os graves indícios de crime já narrados nesta decisão, visando, em tese, angariar apoio passado, presente e futuro dos vereadores deste Município”.

O Ministério Público constatou ainda o pagamento irregular do chamado Prêmio Saúde, que é uma gratificação que não tem caráter remuneratório, que deveria ser paga apenas a médicos e enfermeiros, a título de produtividade.

De acordo com a denúncia, cerca de 160 servidores teriam recebido ilegalmente o prêmio saúde desde a gestão do ex-secretário Huark Douglas. O prejuízo com esses pagamentos, segundo a denúncia, somariam mais de R$ 16 milhões.

Na denúncia, o prefeito Emanuel Pinheiro; a primeira-dama Márcia Aparecida Kuhn Pinheiro; o chefe de gabinete Antônio Monreal Neto; a Secretária Adjunta de Governo e Assuntos Estratégicos, Ivone de Souza; e o ex-Coordenador de Gestão de Pessoas da Secretaria Municipal de Saúde, Ricardo Aparecido Ribeiro são acusados pelo Naco como membros de uma “suposta organização criminosa voltada para contratações irregulares de servidores temporários”

 

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