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Economia

Carne de Mato Grosso toma mercado deixado pela Argentina

Da Redacao 2 min de leitura
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GERAL035 Unidade da Marfrig em Promissão, interior de São Paulo 7/10/2011 Crédito: Paulo Whitaker / Reuters usada em 18.12.20 Usada em 29-10-19 Usada em 05-12-19 Usada em 28-01-20 Usada em 17-03-20 Usada em 07-08-20

O setor de carne bovina em Mato Grosso registrou alta de 23,5% no faturamento de agosto, quando comparado a julho. O aumento da receita ocorre em meio a valorização do produto nos mercados e aumento da demanda de países como a China, que foi responsável por quase 62% das exportações mato-grossenses no período.

A vizinha Argentina também ajudou o estado atingir o resultado. A contribuição ocorreu com a saída das indústrias argentinas do mercado internacional, devido à proibição de exportações de carne, em uma tentativa do governo de conter a inflação no país.

Com a vaga deixada pela Argentina e outras interferências geopolíticas, o Brasil compensou a falta de carne bovina no maior mercado consumidor da proteína, a China.

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“Esse movimento de alta nos envios de agosto foi um reflexo das limitações no volume exportado pela Argentina, somado com o baixo rebanho da Austrália e conflitos políticos entre o país da Oceania com a China – principal consumidora da proteína”, afirma o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). No caso da Austrália, o país ainda se recupera das perdas ocorridas durante episódios de secas e enchentes.

O cenário criado em agosto de 2021 permitiu que Mato Grosso registrasse recorde no volume total de carne bovina exportada, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O estado exportou 50,18 mil toneladas em equivalente por carcaça, volume 20,94% superior ao registrado em julho deste ano.

Em valores, a receita de exportação de Mato Grosso registrou o maior pico em agosto, com acréscimo de 23,5% do valor ante o mês de julho. Conforme a Secex, a receita saiu de US$ 172,50 mil para US$ 213,03 mil em agosto.

Apesar do balanço positivo das exportações de agosto, o acumulado de 2021 apresenta queda nos envios. Entre janeiro e agosto deste ano, o estado exportou 5,32% menos que 2020, ano recorde de escoamento. No entanto, a redução não interferiu no faturamento do setor, que teve alta de 7,92% na receita.

Fonte: Jornal Estadão Mato Grosso

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