Combate ao trabalho infantil em MT é destaque na 2ª edição da revista do Fepeti
A segunda edição da revista eletrônica do Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (Fepeti-MT) foi lançada nesta segunda-feira (24), no Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região (MT). Com 32 páginas, a publicação traz um balanço das ações de combate ao trabalho infantil desenvolvidas pelos órgãos que integram o Fepeti-MT, no período de janeiro a setembro de 2022.
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Entre as ações destacadas na revista está a Semana de Combate ao Trabalho Infantil e de Estímulo à Aprendizagem realizada pelo TRT-23 em parceria com o Pantanal Shopping, entre 12 e 18 de junho. O evento disponibilizou um estande para que crianças e adolescentes pudessem aprender brincando com o game ‘Futuro em Jogo’ a importância das boas escolhas de vida, a exemplo da escola e dos estudos. No mesmo período, o Tribunal também divulgou campanhas na rádio TRT FM sobre os males do trabalho precoce.
Anuncie aqui Sua marca para todo o Médio Norte 300 × 250 px Quero anunciarAlgumas dessas atividades foram pontuadas pela gestora regional do Programa de Combate ao Trabalho Infantil do TRT-23, desembargadora Adenir Carruesco. Em entrevista publicada na revista, a magistrada ressalta a importância das ações de sensibilização. “Nem todo mundo irá viver a experiência que fará mudar a forma de enxergar um problema social, como o trabalho infantil. É por isso que o trabalho dos grupos e fóruns, a exemplo do Fepeti, é tão salutar”, destacou a desembargadora durante o lançamento da revista.
A edição também trouxe um balanço das ações do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) e outros programas desenvolvidos pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania, que está à frente da Secretaria Executiva do Fepeti-MT atualmente. As ações dão a dimensão do trabalho realizado pelos municípios que fazem parte do programa no Estado.
A revista ainda destaca as ações do Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso (MPT/MT) sobre o combate ao trabalho infantil, a exemplo do concurso MPT na Escola, como destaca o procurador do trabalho André Canuto. “Esse projeto tem um efeito muito positivo e multiplicador para despertar a consciência das pessoas e derrubar mitos sobre o trabalho infantil”.
Também ganham destaque na publicação as ações da Auditoria-Fiscal do Trabalho de Mato Grosso em lixões da região oeste, em parceria com equipe técnica estadual que coordena as ações do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI). Segundo a assistente social da Setasc e técnica do PETI, Simone Garcia, o programa atinge os 141 municípios do estado, que recebem recursos federais para o desenvolvimento de ações. “Alguns têm mais êxito por conta da estrutura, equipe técnica e engajamento da administração municipal”, pontuou.
Trabalho Escravo
A revista traz ainda depoimentos de jovens resgatados do trabalho análogo à escravidão participantes do projeto Ação Integrada, que auxilia na inclusão dessas pessoas na sociedade e no mundo do trabalho. Quase todos os resgatados são oriundos do trabalho infantil.
Conforme o Observatório da Prevenção e da Erradicação do Trabalho Infantil, entre 2003 e 2021, foram resgatados 1060 crianças e adolescentes do trabalho escravo. O observatório destaca que o trabalho escravo e o trabalho infantil estão inter-relacionados.
Nesse contexto, ações de incentivo à aprendizagem tornam-se fundamentais. É por isso que a revista do Fepeti finaliza suas páginas com depoimentos de jovens que participam de ações abrangidas pela Lei do Jovem Aprendiz para o primeiro emprego e combate ao trabalho infantil.