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Cidades

CPI pede documentos que comprovem depoimento de dono de empresa responsável por gerenciar medicamentos no CDMIC

Da Redacao 2 min de leitura
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CPI pede documentos que comprovem depoimento de dono de empresa responsável por gerenciar medicamentos no CDMIC

A CPI dos medicamentos da Câmara da Cuiabá ouviu o dono da Norge Pharma, empresa que gerencia o Centro de Distribuição de Medicamentos e Insumos de Cuiabá (CDMIC), nessa sexta-feira (28).




Dirceu Luiz Pedroso Junior tentou convencer os vereadores de que a empresa só tinha responsabilidade pelos medicamentos que deram entrada no Centro de Distribuição depois que ela começou a operar, em 2020, e que até agora, nenhum deles foi perdido por vencimento do prazo de validade.



O empresário afirmou que o que venceu e ainda está vencendo já estava no depósito antes da chegada da empresa.

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Os vereadores, então, perguntaram qual providência a empresa tomou quando encontrou esses medicamentos vencidos e próximos de vencer.



Dirceu respondeu que a empresa realizou um inventário do estoque em junho de 2020 e que a direção do CDMIC foi e continua sendo informada.



No CDMIC, foram encontrados medicamentos vencidos com datas de validade dos meses de novembro e dezembro 2020. Já em 2021, também foram encontrados remédios vencidos com a data de janeiro, fevereiro e março, como o antifúngico chamado Ambisone, cuja caixa com dez ampolas custa mais de R$ 22 mil.



A CPI deu cinco dias para o empresário apresentar os relatórios, inventários e documentos que comprovem o que ele disse em depoimento.



Pelo contrato, a empresa deveria fazer o gerenciamento dos medicamentos, além do controle de estoque por lote e por validade, de forma que as informações pudessem ser rastreadas. O contrato venceu neste ano, mas a empresa continua atuando.





Ex-secretário de Saúde da capital, Luiz Antônio Pôssas de Carvalho em depoimento à CPI na quarta-feira (26) — Foto: Reprodução





O ex-secretário de Saúde da capital, Luiz Antônio Pôssas de Carvalho, responsável pelo contrato com a empresa, disse em depoimento à CPI, na quarta-feira (26), que terceirizou o serviço de fiscalização e organização do Centro de Distribuição, porque o município não tinha capacidade para gerir o local.



O ex-secretário disse ainda que o descarte dos medicamentos vencidos era de responsabilidade da Norge Pharma, no entanto, foram deixados no local para que a auditoria terminasse a fiscalização, já que eles “não poderiam mexer”.


Fonte: G1 MT



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