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Cidades

Cuiabá começa a vacinar presos contra a covid; 4 mil serão imunizados

Da Redacao 2 min de leitura
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Cuiabá começa a vacinar presos contra a covid; 4 mil serão imunizados

Mesmo após a Justiça negar o mandado de segurança que exigia a imediata vacinação dos presos em Cuiabá, a Secretaria Municipal de Saúde (SES) informou que a imunização teve início na manhã desta quarta-feira (07). A estimativa é que 4 mil presos sejam vacinados contra o vírus.

A Secretaria argumenta que Segue o Plano Nacional de Imunização, pois os presos fazem parte dos grupos prioritários determinados pelo Ministério da Saúde.

A exigência de vacinação imediata foi feita pela da Defensoria Pública de Mato Grosso, mas foi negada pelo juiz Gerardo Humberto Alves da Silva, da 4º Vara Especializada da Fazenda Pública.

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Entretanto, mesmo com a negativa, a Capital já encaminhou os imunizantes para as penitenciárias.

Somente na Penitenciária Central do Estado, o antigo Presídio Pascoal Ramos, estão presas 2,4 mil pessoas.

Por meio de nota, a SES afirmou que já encaminhou 100% das doses para aplicação nos presos. “A secretaria já enviou as doses destinadas à imunização desse grupo. A aplicação dos imunizantes ficará por conta das equipes de saúde dos presídios”, fiz trecho de nota.

Mandado de segurança negado

O defensor público do Núcleo de Execução Penal de Cuiabá (NEP), André Ressignolo alegou que a superlotação das unidades e as condições insalubres das unidades prisionais contribuem para uma possível contaminação em massa dos reeducandos.

“O Plano Nacional de Imunização definiu como grupo prioritário a população privada de liberdade (Grupo 17) e no município de Cuiabá já são vacinadas pessoas com menos de 59 anos, sem comorbidades. É possível verificar que a Autoridade Coatora vem se omitindo ilegalmente ao deixar de imunizar a população carcerária, cujo risco de contaminação em massa é elevado”, afirma trecho do mandado.

O argumento, porém, não foi considerado pelo juiz que analisou o caso. Segundo Gerardo “O município de Cuiabá/MT segue o previsto no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 e na Nota Técnica n. 717/2021-CGPNI/DEIDT/SVS/MS, de forma que inexiste preterimento em desfavor das pessoas privadas de liberdade”.

Fonte: Repórter MT

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