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Mato Grosso

Drag queen é assassinada a facadas no interior de MT; vítima era ativista do movimento LGBTQUIA+

Da Redacao · atualizada em 2 min de leitura
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A drag queen Julya Madsan, de 28 anos, foi assassinada e teve o corpo abandonado em uma região alagada de Juína (a 740 km de Cuiabá). O corpo tinha marcas de facadas.

Rogério Diego dos Santos, nome de batismo, lutava pelas causas LGBTQIA+ no Município. Também era militante da juventude do Partido dos Trabalhadores (PT).

Segundo informações da Polícia Civil, o corpo foi encontrado durante a noite de sábado (13) por pessoas que passavam próximo ao local, na linha Barroso.

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O corpo já estava em avançado estado de decomposição e a perícia afirmou que deveria estar morto há aproximadamente três ou quatro dias. Apesar disso, foi possível identificar que a drag foi vítima de golpes de faca.

O Corpo de Bombeiros fez a retirada do corpo que estava em local alagadiço. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para os exames necessários.

Reação nas redes

Julya era bastante ativa nas redes sociais e fazia da internet uma janela para debates políticos em prol da causa LGBTQIA+ e da cultura e direitos da população negra.

Ela também fazia performances dançando e cantando.

Após a notícia de sua morte, toda comunidade de ativistas em Mato Grosso decretaram luto e compartilharam mensagens em homenagem à drag queen, que era uma figura importante em Juína.

Dentre as autoridades que se pronunciaram, os deputados Valdir Barranco e Ludio Cabral, ambos do PT, fizeram postagem no Instagram lamentando a morte da ativista.

“Lamento profundamente, ninguém aguenta mais, ninguém. Todo dia uma entra para estatística. O Brasil é o país que mais mata travestis e transsexuais no mundo. Nesse doloroso momento, me junto em oração a todos amigos e familiares”, disse Barranco.

“Nossa solidariedade à família, as/os amigas/os e companheiras/os de luta de Julya. Julya Madsan, presente!”, escreveu Ludio.

A Polícia Civil de Juína afirmou que está investigando o caso. No entanto, até o momento, nenhum suspeito foi preso.

Fonte: Mídia News

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