Enfermeiros tomam as ruas para aprovação do piso nacional e redução em carga horária
Profissionais de enfermagem saíram às ruas de Cuiabá nesta quarta-feira (2) para protestar pela aprovação do projeto de lei 2.565, que regulamenta o piso salarial de enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, além das parteiras. Cerca de 1.600 manifestantes se concentraram na Praça Alencastro, em frente à Prefeitura de Cuiabá, e seguiu em marcha pelas ruas do Centro.
Munidos de cartazes, os profissionais também cobraram a redução da carga horária, de 40 para 30 horas semanais. Também cobraram garantia de vacinação e melhores condições de trabalho para as equipes que atuam na linha de frente do combate à pandemia do novo coronavírus.
Esta é a segunda manifestação que a categoria faz em Mato Grosso. Em maio, os trabalhadores realizaram um protesto em frente à Assembleia Legislativa de Mato Grosso, para pedir que os deputados estaduais ajudassem, por meio de articulação, na aprovação do projeto de lei que trata do piso salarial da categoria.
Anuncie aqui Sua marca para todo o Médio Norte 300 × 250 px Quero anunciarA passeata foi organizada pelo Sindicato dos Profissionais de Enfermagem de Mato Grosso (Sinpen-MT) com apoio do Coren-MT e da Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn-MT) e outras organizações.
PISO SALARIAL
O projeto de lei nº 2.565/2020, que trata do piso salarial da categoria, foi colocado em votação no Senado no último dia 10 de maio. Contudo, não houve acordo para sua aprovação, pois o líder do governo, senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), não compareceu à sessão. O projeto é de autoria do senador Fabiano Contarato (Rede-ES).
O texto fixa o piso salarial dos enfermeiros em R$ 7.315. As demais categorias terão o piso proporcional a esse valor: 70% (R$ 5.120) para os técnicos de enfermagem e 50% (R$ 3.657) para os auxiliares de enfermagem e as parteiras. Os valores são baseados numa jornada de 30 horas semanais e deverão ser praticados pelos governos federal, estadual e municipal, assim como as instituições privadas de saúde.
VEJA O VÍDEO DA MANIFESTAÇÃO: