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PF é recebida a tiros ao cumprir mandado contra empresário no Amazonas

Da Redacao 2 min de leitura
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PF é recebida a tiros ao cumprir mandado contra empresário no Amazonas

A Polícia Federal foi recebida a tiros nesta quarta-feira (2) ao cumprir mandados contra o empresário Nilton Costa Lins Júnior, alvo da 4ª fase da Operação Sangria, que investiga supostos desvios de recursos de combate à Covid no Amazonas. O governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), e o secretário de Saúde do estado, Marcellus Campêlo, também estão entre os investigados.




O empresário era alvo de mandados de busca e prisão temporária. Ainda não está claro se o empresário fez os disparos para o alto ou em direção aos policiais. Se ficar comprovado que foi contra os agentes, ele vai responder por tentativa de homicídio. Foram apreendidas quatro armas.




O advogado do empresário Nilton Costa Lins Júnior, José Carlos Cavalcante, afirma que não foi autorizado a acompanhar as buscas. Ele confirmou que houve tiros durante a ação, disparados pelo empresário.




STJ





Na abertura da sessão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo comunicou o episódio aos ministros da corte, responsável pela expedição dos mandados.



"Foi uma situação bastante constrangedora e perigosa lá em Manaus", afirmou Lindôra.



Ela disse que foi a primeira vez em 30 anos que viu algo do tipo acontecer em uma operação da PF. "Como foi uma situação muito sui generis -- uma situação dessas eu nunca tinha visto acontecer --, eu achei por bem comunicar, antes de sair na imprensa, que ocorreu isso em Manaus", disse Lindôra.



A PF apura supostas irregularidades no hospital de campanha Nilton Lins, usado para o combate ao coronavírus no estado. Em 2020, o governo do Amazonas assinou um contrato para alugar o Complexo Hospitalar Nilton Lins a fim de utilizá-lo como hospital de campanha.



Wilson Lima foi alvo de busca. Já o secretário Marcellus Campêlo é um dos alvos de mandado de prisão. Ele não foi encontrado em dois endereços nos quais foi procurado.




O STJ autorizou também a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico do governador e do secretário de Saúde.


Fonte: G1



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