Policial que seria dono de helicóptero que caiu em MT possui cinco aeronaves; bombeiro está preso em Chapada
O papiloscopista policial Ronney José Barbosa Sampaio, do Distrito Federal, possui cinco aeronaves, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Entre elas, consta o helicóptero de modelo Robson 44, que caiu nas proximidades de Poconé (104 quilômetros de Cuiabá), no último domingo (1º), com quase 280 quilos de cocaína. A matéria foi publicada pelo UOL. O piloto, que é bombeiro, foi preso e disse que foi obrigado a fazer o transporte.
No portal da transparência do governo do Distrito Federal consta que o papiloscopista da Polícia Civil possui o salário de R$ 16.900,89, mas a remuneração recebida por ele em junho foi no valor de R$ 19.746,02.
Ainda segundo os dados da Anac, o helicóptero de prefixo PT-RMM, modelo R44 II, do fabricante Robinson Helicopter, tinha como proprietário e operador Ronney José Barbosa Sampaio desde o dia 5 de maio deste ano.
Anuncie aqui Sua marca para todo o Médio Norte 300 × 250 px Quero anunciarA ANAC informou que Sampaio adquiriu a aeronave no dia 30 de abril de 2021 e o antigo proprietário registrou a venda no dia 5 de maio, dentro do prazo de 30 dias para comunicação e registro.
Em entrevista à imprensa local, Sampaio afirmou que adquiriu o helicóptero há cerca de um ano, mas, por falta de dinheiro para regularizar a liberação de voo, acabou vendendo a aeronave no dia 25 de maio deste ano. As datas não coincidem com os registros da ANAC.
A reportagem tentou contato com o papiloscopista durante o dia, mas as ligações não foram atendidas.
A apreensão da droga ocorreu no domingo (01.08) em ação conjunta da Polícia Federal (PF), com o apoio do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer/MT) e o Grupo Especial de Segurança na Fronteira (Gefron/MT), de enfrentamento ao tráfico de drogas pelo modal aéreo.
Na ação, foi apreendida uma aeronave de asa rotativa modelo ROBSON 44 e aproximadamente 280 quilos de cocaína. O helicóptero carregado com a droga caiu no município de Poconé.
Bombeiro
O terceiro sargento do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, Alberto Ribeiro Pinto Júnior, de 45 anos, preso na quarta-feira (04), após cair com um helicóptero contendo quase 300 quilos de cocaína, alegou ter sido obrigado a fazer o transporte da droga, após criminosos ameaçaram ele e sua esposa. Ele está detido em Chapada dos Guimarães, em uma cadeia destinada a militares.
Porém, ele afirma ter feito apenas um voo de 15 minutos na fazenda, tendo recebido R$ 7 mil para isto. Um dos homens então perguntou questionou que queria apenas ver se o interrogado conseguia tirar a aeronave de um local com muitos buracos.
Em certo dia, o integrante da organização criminosa ligou para o bombeiro, dizendo que ele faria o transporte da aeronave de Maringá até uma cidade de Mato Grosso ou Mato Grosso do Sul, da qual ele não se recorda o nome. Não havia plano de voo, já que a aeronave estava com os documentos vencidos.
Alberto relata ainda que ficou em uma fazenda, entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, onde foi informado que teria de buscar um “negócio” para os bandidos. Neste momento, o bombeiro disse que não queria fazer isto, pois era honesto.
Em tom de ameaça, um dos homens disse que ele já estava no local, sabia o que estava acontecendo e que não deixaria ele ir embora sabendo de tudo. Além disto, ameaçou ir atrás dele e de sua esposa, que mora em Nova Friburgo (RJ).
Os bandidos então pegaram o celular do bombeiro e o obrigaram a voar até Cambará (PR), em uma fazenda, onde ele e um dos criminosos pernoitaram. Na volta, foi informado que teria de voltar sozinho e viu a droga já carregada no helicóptero. Por nervosismo, ele disse que pousou a aeronave no caminho e, quando tentou decolar, tombou-a.