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Cidades

Possas nega crimes, afirma que PF não levou documentos e lembra que foi declarado inocente em operações anteriores

Da Redacao 2 min de leitura
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Possas nega crimes, afirma que PF não levou documentos e lembra que foi declarado inocente em operações anteriores

O ex-secretário de Saúde de Cuiabá, Luiz Antônio Possas de Carvalho, se pronunciou sobre a operação da Polícia Federal, deflagrada nesta quinta-feira (30), com objetivo de apurar supostas fraudes na Pasta. Ele negou os crimes, afirmou que os agentes não levaram documentos e lembrou que foi declarado inocente em operações anteriores.

Em nota, Possas afirma que, embora não tenha tido acesso aos documentos oficiais da referida operação, jamais cometeu qualquer crime, tampouco ao  longo de seus mais de 42 anos de conduta jurista e/ou gestor público.

Além disto, acrescenta que está mais uma vez à disposição das autoridades competentes, da imprensa e da população para sanar quaisquer dúvidas que por ventura vierem.

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Ainda conforme o ex-secretário, a busca e apreensão desta manhã, foi conduzida de forma respeitosa e exemplar pelos entes da Polícia Federal e nada foi encontrado e ou levado de sua residência.

“Ainda que, em todas as acusações imputadas em Operações anteriores, foi declarado inocente”, finaliza a nota.

A operação

Os processos investigados referem-se à aquisição de materiais de consumo hospitalar e equipamentos de proteção individual (EPIs) para suprir as necessidades da rede municipal de saúde na prevenção e combate ao contágio pelo Coronavírus (COVID-19).

A investigação possui como objeto seis processos de compra, todos adjudicados à mesma empresa, os quais foram analisados pelos órgãos de controle – CGU e DENASUS –, além da apreciação realizada pela equipe policial.

Foram constatadas diversas irregularidades, como inobservância das formalidades pertinentes à dispensa de licitação, direcionamento do procedimento à contratação de empresa específica, elevação arbitrária de preços.

Além de indevido fracionamento das compras a fim de possibilitar que os produtos fossem adquiridos mediante dispensa de licitação e a não entrega de medicamentos adquiridos e pagos pelo poder público.

Foi constatado, ainda, que uma empresa “fantasma” emitiu orçamento em um dos processos de compra, aparentemente para dar aparência de legalidade ao procedimento, e recebeu vultosa quantia diretamente da principal empresa investigada (R$1.071.388,00). Igualmente, verificou-se que a empresa realizou pagamentos mensais a um servidor público da área da saúde do Município de Cuiabá/MT, sem nenhum motivo idôneo aparente.

Também foi possível constatar expressiva movimentação financeira entre o ex-Secretário de Saúde de Cuiabá/MT e a única funcionária de uma empresa de que ele anteriormente era sócio.

Os dados financeiros demonstram que, embora a funcionária aparente não possuir condições econômicas para transacionar vultosas quantias, eram comuns depósitos em espécie em sua conta bancária.

Após o recebimento, era rotineiro o pagamento de títulos em nome de terceiros vinculados ao ex-Secretário.





Fonte: Olhar Direto

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