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Brasil

Universitária que se passava por médica é presa em hospital

Da Redacao 2 min de leitura
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Segundo as investigações, Nathiely da Silva do Nascimento usava um crachá falso de estagiária para entrar no hospital.

Uma mulher que se apresentava como médica do Hospital Municipal Miguel Couto, no Leblon — uma das maiores emergências da Zona Sul do Rio —, foi presa nesta quinta-feira (19). Segundo as investigações, Nathiely da Silva do Nascimento usava um crachá falso de estagiária para entrar no hospital.

A polícia afirma que Nathiely estava sentada na cantina da unidade quando a diretora do hospital, desconfiada, se aproximou e perguntou quem era ela. Nathiely, nervosa, acabou apresentando uma carteira de estudante de medicina e disse que estava se transferindo de uma faculdade de odontologia.

A diretora, então, chamou a polícia, e Nathiely foi levada pela PM para a 12ª DP (Copacabana) e autuada em flagrante por crime de uso de documento falso.

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Com ela foram apreendidos o crachá falso, um documento de auxiliar de saúde bucal, um carimbo, um jaleco branco e um pijama hospitalar.

Em redes sociais, Nathiely mostrava detalhes de uma rotina médica, com fotos em plantões, usando jaleco e estetoscópio — mas tudo era uma farsa, segundo a polícia.

Ela já tinha sido objeto de investigação do Hospital Miguel Couto. A polícia ainda investiga se ela se passava por funcionária do hospital ou por terceirizada.

Ainda não está descartada a possibilidade de Nathiely ter feito algum atendimento como médica em alguma unidade de saúde do Rio.


O que diz o hospital
O Hospital Miguel Couto informou que a mulher não trabalhava na unidade e que acionou a polícia.


Confira a nota enviada pela direção:


"A direção do Hospital Municipal Miguel Couto deixa claro que a suspeita não trabalhava na unidade. Ela usava indevidamente o nome do hospital em postagens nas redes sociais e na noite desta quinta-feira acessou o prédio com um crachá falso, sendo identificada e retida pelos vigilantes, até a chegada da viatura policial. A direção registrou boletim de ocorrência na delegacia e o caso está agora sob investigação da Polícia Civil".


Outros casos de falsos médicos
Em maio, dois casos de falsos médicos descobertos atuando em unidades de grande movimentação deixaram pacientes temerosos e os profissionais de saúde em alerta. Aleksandro Gueivara usou CRM de médicas de Minas Gerais e de São Paulo para dar plantão na UPA do Engenho Novo, na Zona Norte. Ele foi desmascarado após cometer erros grosseiros de português numa receita médica.


E o ex-estudante de medicina Itamberg Saldanha usou o CRM de um médico para clinicar na UPA de Realengo, na Zona Oeste. Ele foi preso em flagrante.


Fonte: Jornal Estadão Mato Grosso

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