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Política

Vereador Paccola desiste de licença e permanece na Câmara

Da Redacao 2 min de leitura
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O vereador de Cuiabá Marcos Paccola (Republicanos) voltou atrás no pedido de licença da Câmara Municipal, conforme havia anunciado na semana passada. A desistência foi lida na sessão desta terça-feira (9). Paccola pediu a leitura do novo pedido, alegando que o de afastamento não teria sido comunicado na sessão passada e que ficará no parlamento para se defender do pedido de cassação por quebra de decoro parlamentar.

Durante sua fala, Paccola defendeu os policiais militares presos na 'Operação Simulacrum', que prendeu 63 agentes por forjar confrontos para ter benefício em seus batalhões.  Paccola comemorou a negativa da Justiça contra o novo pedido de prisão dos militares e disse que o Ministério Público não tem o mesmo empenho para formular pedidos de prisão em casos de corrupção. Ele também atacou a imprensa, alegando que os policiais são expostos e atacados.

Após sua sua fala, o presidente da Câmara, Juca do Guaraná (MDB), elogiou a desistência de Paccola em se licenciar, e que a postura de se defender dentro da Câmara, é o melhor caminho. Paccola foi notificado pela Comissão de Ética em relação ao pedido de cassação, por ter matado um servidor público com 3 tiros nas costas.

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Marcos Paccola é réu em dois processos. Um deles por fraude em registro de armas e, agora, pelo homicídio qualificado sem dar chance de defesa para a vítima. Ele assassinou o agente socieducativo, Alexandre Miyagawa no dia 1º de julho, com 3 tiros nas costas.  O vereador deve ir à juri popular por conta do crime.

Antes, Paccola se tornou réu na ação da Operação Coverage, que investigou crimes de falsidade ideológica e inserção de dados falsos em sistema de informações.  De acordo com o pedido do Ministério Público Estadual (MPE), Paccola é acusado de fraudar o sistema da Polícia Militar para alterar o registro de arma que teria sido usada em 7 homicídios, ocorridos em Cuiabá e Várzea Grande. Os assassinatos e tentativas são apurados na Operação Mercenários.

Fonte: GazetaDigital

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