Home CidadesJoão Batista diz que votará pela aprovação de projeto do executivo, mas discussão ainda não terminou

João Batista diz que votará pela aprovação de projeto do executivo, mas discussão ainda não terminou

por Da Redacao

O deputado estadual João Batista (PROS) afirmou que votará pela aprovação do Projeto de Lei da previdência enviado pelo Executivo, mas explicou que a discussão não terminará aí, e o objetivo é chegar à isenção de todos os que ganham até o teto do INSS. O PL ainda deve passar pelo Conselho de Previdência antes de ser votado na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

“Na verdade, só vai agradar todo mundo quando a gente chegar no teto da previdência de R$6.400. Vamos continuar, tanto é que vamos insistir com a CPI da Previdência, estou cobrando agora o deputado Thiago, que é o relator, para que ele vá apresentando os relatórios para a gente poder ter subsídio para ir negociando com o governo”, declarou o parlamentar na quarta-feira (19).

Caso o projeto seja aprovado, os aposentados que ganham até R$ 9 mil terão um “desconto” de R$ 3.300 para o cálculo da alíquota. Por exemplo, hoje uma pessoa que ganha R$ 9 mil paga 14% sobre este salário, ou seja, R$1.260 em impostos. Se o projeto for aprovado, a pessoa pagará os 14% sobre a diferença de (R$ 9000 – R$ 3.300), ou seja, 14% sobre R$ 5,700, totalizando R$798 em impostos. Os que ganham mais que R$ 9 mil o “rebate” continua sendo de apenas um salário mínimo, e quem ganha até R$ 3.300 não paga nada.

João afirmou que irá votar pela aprovação do projeto porque qualquer ganho é bem-vindo, mas o executivo também está aberto a novas conversas. “Já houve avanço, o que não pode é nos darmos por vencidos. Achar que, ah, está difícil a luta… [mas] eu acredito que tem até mais [que 15 votos]. Todos estão imbuídos a chegar até o teto da previdência”, argumentou.

Sobre a crítica de que quanto mais se aumenta a isenção, maior fica o déficit, João argumentou que esta dívida pode ser resolvida a longo prazo. “O déficit atuarial é um orçamento fictício que a gente tem para poder fazer uma gestão a longo prazo, mas acredito que isso não é problema nenhum, inclusive acredito que o déficit atuarial pode ser corrigido daqui a um ano, daqui a dois anos. Se pudesse isentar o maior número de pessoas, ainda que aumente o déficit atuarial, o déficit atuarial a gente tem tempo para corrigir, daqui até… são 70 anos. Você pega o orçamento, a receita, de 70 anos, a despesa de 70 anos e traz para valor atual. Isso daí a gente corrige daqui a 70 anos”, afirmou.

Fonte: Olhar Direto

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