Home Variedades‘Letras de Orgulho’ LGBTQIA+: transexuais, travestis e transgêneros avaliam transformações necessárias

‘Letras de Orgulho’ LGBTQIA+: transexuais, travestis e transgêneros avaliam transformações necessárias

por Da Redacao

Em depoimentos marcantes, Luisa Marilac, Maria Clara Spinelli, Ariadna, Luc Athayde - Rizzaro, Diva Menner, Gabrielle Joie, Bernardo de Assis e Pepita falam sobre orgulho e diversidade

No dia em que se celebra o Orgulho LGBTQIA+, 28 de junho, as pessoas representadas pela letra T na sigla, ou seja, transexuais, travestis e transgêneros (que não se identificam com os gêneros masculino ou feminino atribuídos no nascimento com base nos órgãos sexuais) são destaque no projeto Letras de Orgulho, série original do Gshow. Ganha luz o grupo que vive uma triste realidade em relação a seus direitos e a sua existência (o Brasil é o país que mais mata transexuais no mundo).

Mulheres como eu, hoje em dia, têm expectativa de vida de 35 anos. Imagina antes. Já enterrei muitas amigas, já perdi muitas amigas. De lá pra cá, tenho visto a evolução, quanto o mundo está crescendo, mas ainda continuamos nesta expectativa de 35 anos”, diz Luisa Marilac, escritora, influenciadora e ativista dos direitos LGBTQIA+, conhecida por um meme muito querido da internet brasileira: “Se isso é estar na pior…”.

“Tenho muito orgulho de ter participado do Big Brother num ano aonde ainda era tão poucas as informações sobre mulheres como eu e, hoje em dia, eu ainda escuto: ‘Obrigada, Ariadna, você transformou a minha vida”, orgulha-se Ariadna Arantes, maquiadora e esteticista influenciadora digital. Ela participou do BBB, em 2011, e, dez anos depois, aceitou novo desafio em No Limite.

“Não tem como falar de Diva Menner sem falar de transformação. Eu que vivo essa palavra intensamente, diariamente, desde o ventre da minha mãe, sou muito feliz e honrada por ter conseguido conectar a minha alma ao meu corpo, unindo esses dois num só“, reflete Diva Menner, cantora e semifinalista do The Voice Brasil em 2020.

“Quando eu transicionei, eu não virei uma nova pessoa. Eu segui construindo em cima de quem eu era pra realizar o meu potencial, pra ser mais feliz”, Luc Athayde – Rizzaro é advogado, filho do apresentador Marcelo Tas.

Letras de Orgulho LGBTQIA+: Luisa Marilac, Maria Clara Spinelli, Ariadna, Luc Tas, Diva Menner, Gabrielle Joie, Bernardo de Assis, Pepita — Foto: Gshow

Confira outros depoimentos:

Bernardo Assis é ator e está no ar com o personagem Catatau da novela Salve-se Quem Puder. No Globoplay, pode ser visto como o Jorge, de Impuros. Por quase 20 anos da minha vida eu estive em um casulo que me impedia de ser eu mesmo. De lá de dentro, eu escutava o que as pessoas me diziam e esperavam de mim, mas quem estava do lado de fora não conseguia me ouvir… Eu decidi juntar todas as minhas forças para um grito de liberdade”.

Maria Clara Spinelli é atriz que não aceita estereótipos. Na Globo, já atuou em m Salve Jorge, A Força do Querer e Supermax: “A sua transformação interior indo em direção cada vez mais a quem você é e, após isso, você também tentar transformar o mundo num lugar melhor, mais justo, menos hipócrita, menos preconceituoso, e mais diverso“.

Pepita é criação de Priscila Nogueira, cantora e umas primeiras funkeiras travestis no Brasil. “A palavra transformação significa mudança. O medo eu nunca gostei. Mas a mudança eu sempre recebi na minha vida. Apesar de viver no país que mais mata travesti, eu tenho orgulho de ser travesti”.

Gabrielle Joie é uma jovem atriz que estreou na novela Bom Sucesso. “Eu sempre busquei a melhor versão de mim. E pra isso eu precisei ressignificar muitas coisas. Trabalho, círculo social, família, meus antigos ideais, meus objetivos”.

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