Home CidadesMorte da rainha representa ‘perda de devoção ao cumprimento do serviço público’

Morte da rainha representa ‘perda de devoção ao cumprimento do serviço público’

por Da Redacao

Nascida em abril de 1926, a rainha Elizabeth II reinou por 70 anos e firmou seu nome na história como a monarca mais longeva do Reino Unido. Com o seu falecimento, ocorrido nesta quinta-feira (8), termina também uma era que representa a “devoção ao cumprimento do serviço público”, como aponta a historiadora Astrid Beatriz Bodstein.

Ao portal, a estudiosa cuiabana – que administra um pefil no Intagram sobre a realeza e protocolos (@royaltyandprotocol) – afirmou que a rainha chegou aos 96 anos como um ícone da dedicação ao dever e um modelo do que se espera de uma figura pública. Apesar do falecimento da monarca, contudo, o perfil da matriarca deverá continuar como uma tônica na realeza britânica com a coroação de Charles III, até então Príncipe de Gales.

“Não há uma pessoa em são consciência na face da terra que ouse atacar a rainha, porque o grau de respeitabilidade dela chegou a esse ponto. Não há o que atacar que não sejam calúnias ou mentiras. Foi um exemplo de dignidade e dever cumprido dentro do sistema britânico. Não adianta nós brasileiros, americanos ou argentinos querermos analisar a rainha dentro dos nossos parâmetros”, afirmou a historiadora.

“A principal mudança (com a morte) é essa perda de uma referência de honradez, dignidade e devoção ao cumprimento do serviço público. Anteontem, ela estava em um evento oficial que foi a nomeação da primeira-ministra, isto é sentido de dever. Ela poderia enviar o príncipe como herdeiro, mas o senso de dever certamente dizia que ela precisava nomear a primeira-ministra”, completou.

Estudiosa de monarquias, a historiadora afirmou que há muitas críticas sobre o modelo de reinado, sobretudo quanto ao fato de que a realeza não governa. Porém, Astrid destacou que a notoriedade da rainha garantiu que nenhuma grande medida efetiva fosse tomada por quem ocupasse o cargo de primeiro-ministro – chefe de governo no Reino Unido – sem o aconselhamento da rainha.

Com o falecimento de Elizabeth II e a eleição recente da primeira-ministra Liz Truss, o Reino Unido vive um momento de intensa mudança simbólica e material. Neste contexto, a historiadora afirmou que o reinado do rei Charles III deverá representar um período transitório para a população.

Ao portal, a historiadora destacou ser impossível prever como será o reinado do rei, mas afirmou que há a possibilidade de que o novo momento da monarquia seja mais voltado para questões ambientais.

Fonte: GazetaDigital

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