O ex-secretário municipal de Saúde da Capital, Luiz Antônio Possas de Carvalho, afirmou na tarde desta quarta-feira (26) que a situação dos medicamentos vencidos no Centro de Distribuição e Insumos da Capital (CDMIC) é um problema histórico. Segundo Possas, ao assumir a Pasta em dezembro de 2018, identificou sérios problemas no CDMIC.
“Na condição de secretário, em janeiro de 2019, visitei a CDMIC e encontrei um corredor repleto de medicamentos vencidos e não souberam explicar o motivo. Problemas de aquisição errônea e a mais, assim como armazenamento errado“, afirmou.
De imediato, segundo Possas, o município contratou uma empresa mineira, especializada em realizar auditorias no setor de medicamentos. No entanto, dois meses após o início dos trabalhos, o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) determinou a suspensão do contrato.
Possas explicou que, por conta da suspensão e tendo como base apenas um relatório parcial sobre os problemas na CDMIC, ele sugeriu a contratação de uma empresa para fazer a gestão operacional.
“A auditoria apontou uma série de ilegalidades, como medicamentos vencidos desde 2014. Sabendo do relatório preliminar, procuramos imediatamente de convencer o prefeito a terceirizar o serviço de armazenagem e entrega dos medicamentos“, comentou.
Possas foi o segundo a ser ouvido na CPI dos Medicamentos. Ainda nesta quarta, o coordenador de Tecnologia de Informação (TI) da Secretária Municipal de Saúde (SMS), Gilmar de Souza Cardoso, também participou da oitiva.
CPI dos medicamentos
A CPI foi instaurada depois que um grupo de vereadores da oposição ao prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), durante fiscalização, denunciar que encontrou remédios fora do prazo de validade estocados no Centro de Distribuição de Medicamentos e Insumos de Cuiabá (CDMIC).
O caso dos remédios vencidos veio à tona no dia 23 de abril, após um vídeo onde os parlamentares mostram os medicamentos no depósito viralizar nas redes sociais.
De acordo com os parlamentares, entre as medicações estava o AmBisome, antifúngico que custa mais de R$ 20 mil.
Fonte: Repórter MT
