Home JustiçaBanco utiliza dados falsificados para abrir conta em nome de preso

Banco utiliza dados falsificados para abrir conta em nome de preso

por Da Redacao

fraude foi praticada em 2012 e descoberta pela vítima em 2013, quando o homem tentou financiar a compra de uma casa

O Sicredi Cooperativa de Banco Rural de Novo Mutum (250 km de Cuiabá) foi condenada a pagar uma indenização de R$ 5 mil por danos morais, após ter usado documentos falsos para abrir uma conta bancária em nome de um homem que estava preso. A fraude foi praticada em 2012 e descoberta pela vítima em 2013, quando o homem tentou financiar a compra de uma casa. O caso foi apreciado pela juíza da 7ª Vara Cível de Cuiabá, Ana Paula da Veiga Carlota Miranda, no dia 28 de abril deste ano.

O valor da indenização será atualizado com adicional de 1% ao mês, contados a partir da fraude, além de correção monetária pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), a partir da data de sentença.

“Diante da ausência de documento eficaz para comprovar que a negativação do nome do autor é legítima, possível concluir pela veracidade das alegações deste, de que nada deve ao réu e de que seu nome foi indevidamente incluso no banco de dados dos órgãos de proteção ao crédito” avaliou.

Ao ajuizar o caso, a vítima comprovou que o RG utilizado na abertura da conta era falso, com dados incorretos, como o nome de sua mãe, que estava diferente, além de sua assinatura.

Em sua defesa, o Sicredi alegou ter tomado todos os cuidados necessários para a abertura da conta. O banco apresentou um comprovante de endereço e cópia do recibo da declaração do Imposto de Renda, ambos apresentados no momento em que a conta foi aberta. Contudo, todos os documentos foram impugnados pela vítima.

Fonte: Jornal Estadão Mato Grosso

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