A decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou medidas cautelares na Operação Heritage, descreve a existência de um núcleo financeiro que teria sido estruturado em torno do empresário Fernando Robério de Borges Garcia, conhecido com Berinho, para operacionalizar parte da circulação dos recursos do acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a Oi S.A, no valor de R$ 308 milhões.

Ao final desse percurso, o dinheiro público estava convertido em investimentos privados em empresas ligadas à família, tais como a Parecis Bioenergia e a Hotéis Global S.A.
A operação foi deflagrada nesta quinta-feira (6) pela Polícia Federal e investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro e uso de informações privilegiadas relacionado ao acordo.
Segundo a investigação, aproximadamente R$ 154 milhões – metade do valor pago pelo Estado – foram destinados ao fundo Lotte Word FIDC, que passou a integrar uma estrutura composta por sucessivos fundos de investimento criada, em tese, para pulverizar os recursos e dificultar a identificação de seus beneficiários finais.
De acordo com a decisão, o Lotte Word FIDC tinha como cotistas Berinho, que é pai do deputado federal Fábio Garcia, com participação de 13,7%, e o Golden Bird FIDC, detentor dos outros 86,3% das cotas.
