A empresária Tânia Balbinotti, um dos principais nomes à frente do grupo “SOS Santa Casa”, que conseguiu reestruturar a administração da filantrópica, que ficou muito próxima de fechar, nos últimos anos, fez um desabafo contra o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), em sua página no Facebook, nesta quarta-feira (9).
No relato, Tânia pontua sobre uma desatualização de seis anos referente aos repasses financeiros da gestão estadual pelos serviços prestados pela Santa Casa na média e alta complexidade em saúde, que são responsabilidade do Governo de Mato Grosso.
A empresária cita que já foram feitas reuniões, encontros com o próprio Mauro Mendes, como em 19 de março de 2021, no qual lhe foi detalhado, com a maior transparência possível, o quanto a “tabela SUS”, que embasa os repasses por cada tipo de serviço, está defasada e causando prejuízos à unidade de saúde, na medida em que sua administração se dispõe a receber mais pacientes.
A “bola de neve”, segundo indica Balbinotti, resulta em uma contabilidade simplesmente trágica, que torna o hospital, estranhamente, menos devedor na medida que passa a recusar novos atendimentos. “Quanto mais atende, maior o prejuízo! Mais juros em banco tem que pagar para se manter? Para o paciente é muito bom e uma boa parte da população tem percebido a evolução dos serviços e dado total apoio. Mesmo assim, alguns ainda podem se perguntar: “mas a Santa Casa gasta muito?” A resposta é: NÃO! (SIC) O custo atual da SC (Santa Casa) é muito menor do que qualquer hospital publico e tem dado total transparência aos dados e números”, garante.
A principal queixa na postura do governador é a indiferença com que trata o tema, apesar de ter amplo conhecimento sobre a questão relata e obter dinheiro de sobra no caixa para adequar as discrepâncias. “Esperamos que se sensibilize (governador) e tome as atitudes necessárias o quanto antes. A Santa Casa está atendendo pessoas doentes AGORA e precisa manter equipe e comprar medicamentos e tudo o mais que é necessário!”, externou Tânia, em tom de aparente desespero.
Nos bastidores políticos, a situação é vista como mais um exemplo que deixa claro que o governador, que não venceu as eleições na cidade, em 2018, está longe de priorizar Rondonópolis dentro da sua lista de encaminhamentos orçamentários. A situação é tida como complexa, sobretudo porque se trata da maior cidade do interior, um polo regional de saúde responsável por atender por volta de 550 mil habitantes de toda região sul.
A Santa Casa, em específico, é referência em atendimentos de COVID-19, tendo 20 leitos de UTI para casos agravados. A direção da filantrópica, por diversos momentos, se pronunciou, tanto ao prefeito Zé Carlos do Pátio (SD), como ao próprio governador, Mauro Mendes (DEM), que tem condições físicas e técnicas de expandir seu número de leitos de UTI COVID, mas foi ignorada por ambos os gestores.
Fonte: Isso é Notícia
