Os funcionários da Eletrobras Eletronorte, em Mato Grosso, iniciaram nesta terça-feira (15) uma paralisação contra a privatização da estatal. A Medida Provisória 1031, que prevê o fim do controle público da companhia, está em tramitação no Congresso Nacional e está prevista para ser votada pelo Senado nesta semana.
A presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Urbanas do Mato Grosso, Tânia Ioranzi, a paralisação vai durar 72 horas, ou seja, vai seguir até a quinta-feira (17). As atividades serão retomadas na sexta-feira (18).
Aderiram ao movimento todos os funcionários, com exceção da área de operação. São mantidos os atendimentos urgência e emergência, somente para garantir o sistema.
Ao todo, são 154 trabalhadores no estado.
A estatal vinculada ao Ministério de Minas e Energia e que responde por 30% da energia gerada no país. A MP foi apresentada em fevereiro deste ano ao Congresso pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, e ministros.
De acordo com a engenheira ambiental Fabiola Antezana, que faz parte do coletivo nacional dos eletricitários, privatização da Eletrobras pode impactar em um aumento de 14% na tarifa de energia em Mato Grosso.
Antezana disse que não foi apresentado pela Aneel – Agência Nacional de Energia Elétrica – o cálculo de quanto a tarifa pode subir.
“Um grupo que trabalha na área da economia fez cálculos baseados no modelo matemático que a Aneel tem e com base no que está escrito na medida provisória, o aumento da tarifa neste processo seria algo em torno de 14%”, disse.
O modelo adotado pela medida provisória prevê a emissão de novas ações da Eletrobras a serem vendidas no mercado sem a participação da empresa, resultando na perda do controle acionário de voto mantido atualmente pela união. A estatal vinculada ao Ministério de Minas e Energia e que responde por 30% da energia gerada no país.
Fonte: G1 MT
