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Política

Aprovação da Bancada Negra é uma vitória de toda sociedade, comemora Gisela Simona

Sandra Carvalho 2 min de leitura
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A aprovação nesta quarta-feira (1/11) da Bancada Negra da Câmara Federal é uma grande vitória de toda sociedade brasileira. É esse o entendimento da deputada federal Gisela Simona União - MT, que integra a bancada, formada atualmente por 31 parlamentares autodeclarados pretos e 91 pardos. Esse total corresponde a cerca de 24% de representatividade na Câmara dos Deputados.

"A Bancada Negra vai fortalecer a luta pela igualdade racial no nosso País", comemora Gisela, única deputada federal declaradamente negra na história de Mato Grosso.

A parlamentar mato-grossense lembra que a criação da Bancada Negra coincide com o primeiro dia do mês em que é celebrado o Dia da Consciência Negra (20). Essa representação é muito justa. Com a bancada vamos poder dar andamento a vários projetos de lei que tramitam no Congresso Nacional relacionadas às causas do povo negro. Um acontecimento emblemático neste mês dedicado ao grande líder Zumbi dos Palmares".

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Os autores do Projeto de Resolução (PCR), deputados Talíria Petrone (PSOL/RJ) e Damião Feliciano (UNIÃO/PB) escreveram ao justificarem a necessidade de criação da Bancada Negra: "Entende-se que a criação da Bancada Negra reforçará a voz e a representatividade de 56% da população brasileira".

O documento lembra que o imperativo constitucional da igualdade material, da cidadania e da promoção do bem de todos, sem preconceitos e quaisquer outras formas de discriminação, balizaram as recentes decisões judiciais que conferiram avanços no tocante ao incentivo às candidaturas de pessoas negras.

"Nesse sentido, cita-se o direito à distribuição proporcional dos recursos do Fundo Partidário, do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e do tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão", diz trecho do documento.

Por sua vez, o Congresso Nacional - por intermédio da promulgação da Emenda Constitucional n° 111 de 28 de setembro de 2021 - estabeleceu ação afirmativa que determina que nas eleições realizadas até o ano de 2030, os votos dados às candidaturas negras, para a Câmara dos Deputados, valerão em dobro para fins de distribuição entre os partidos políticos dos recursos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC).

"Tais esforços culminaram em um tímido aumento de parlamentares negros e negras na Câmara dos Deputados, sendo certo que ainda há muito a se avançar nas políticas de igualdade racial no Brasil", citam os autores.

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