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Economia

Dívida Pública Federal fecha 2025 em R$ 8,6 trilhões com alta expressiva

Crescimento de 1,8% em dezembro reforça trajetória de expansão da dívida; aumento foi impulsionado por emissão de títulos e juros acumulados

Sandra Carvalho 2 min de leitura
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O estoque da dívida pública federal brasileira encerrou o ano de 2025 em R$ 8,6 trilhões, representando um salto de mais de R$ 1,3 trilhão ao longo do ano e um aumento de 1,8% apenas em dezembro, em comparação com novembro, segundo dados oficiais do Tesouro Nacional, que prevê que ao final ‍de 2026 o estoque poderá subir a até R$10,3 trilhões, enquanto o nível elevado dos juros aumenta custos para o governo

O resultado coloca a dívida total dentro da faixa projetada pelo Plano Anual de Financiamento (PAF) para o ano, que estabeleceu um intervalo entre R$ 8,5 trilhões e R$ 8,8 trilhões, e reflete não apenas a necessidade de financiamento do governo, mas também o impacto dos juros sobre os compromissos públicos.

Conforme explicou o Tesouro, o crescimento registrado no último mês do ano foi puxado principalmente pela emissão líquida de títulos públicos — ou seja, títulos emitidos menos resgatados — e pela incorporação de juros ao estoque da dívida. Esses dois fatores somaram cerca de R$ 155 bilhões em acréscimo no período.

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A composição da dívida segue concentrada no mercado doméstico, com mais de 96% do total em títulos internos, enquanto a dívida externa representa menos de 4% do estoque. Apesar da participação menor, a dívida externa também cresceu recentemente, influenciada pela valorização cambial.

Especialistas apontam que a trajetória de expansão observada em 2025 é resultado da dinâmica de financiamento do setor público, em que o governo emite títulos para cobrir déficits e refinanciar compromissos, ao mesmo tempo em que custos financeiros elevados, como juros, acrescentam peso ao passivo federal.

Analistas também observam que o estoque de dívida vinha crescendo ao longo do ano em diferentes meses, refletindo uma tendência de alta consistente ao longo de 2025.

O dado reforça o desafio fiscal enfrentado pelo país em conciliar financiamento das contas públicas, controle da dívida e manutenção de tarefas essenciais do governo, enquanto se busca reduzir a necessidade de emissão de títulos em um cenário de custos financeiros ainda elevados.

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