Juliette relembra morte da irmã, Julienne, em documentário no Globoplay: 'Perdi a fé em tudo'
"Queria que você estivesse aqui, vivendo isso comigo. Lembra de quanto já falamos sobre a possibilidade de participar do Big Brother?" Dias antes de entrar no BBB21, foi assim, em forma de carta, que Juliette resolveu relembrar e manter viva a memória da irmã, Julienne.
No segundo episódio do documentário Você Nunca Esteve Sozinha - O Doc de Juliette, a campeã do Big Brother Brasil 21 se emociona ao relembrar a perda da irmã, vítima de AVC aos 17 anos.
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"Um dia, estava estudando, e recebi uma ligação de surpresa, dizendo: 'Sua irmã está no hospital'. Achei que era uma coisa pequena. Cheguei ao hospital - um hospital público, lotado, aquele caos, cheio de gente - e minha avó abraçada com ela. Puxei uma médico de lado e perguntei: 'Por favor, me diga o que minha irmã tem, eu resolvo agora'. A médica falou: 'Acho que é meningite ou AVC e, se eu fosse você, tirava ela daqui'", relembra Juliette.
Anuncie aqui Sua marca para todo o Médio Norte 300 × 250 px Quero anunciar"Ela estava em cima de uma maca, não era nem uma cama, tremendo igual vara verde. Eu falei: 'Não tem um lençol não?'. Aí ela trouxe uns cinco rolos de papel higiênico para cobri-la. Aquilo doeu dentro de mim", desabafa a avó de Juliette, Maria de Souza.
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Após a morte da irmã, Juliette passou por um período difícil. Sayane Gomes, uma das amigas da paraibana, recorda: "Até hoje é doloroso falar. A Juliette se enterrou junto com Julienne. Isso eu falo com propriedade porque vi. Tinha hora que a gente tinha que ir lá falar: 'Amiga, tu tá viva. Vamos ali. É difícil, mas foi a vontade de Deus'", relembra.
"O mundo parou. Eu não sentia mais nada. Perdi a minha fé, perdi tudo. E a minha mãe, coitada, ela ficava desesperada. Todos os dias, ela ia chorar na minha cama, pedindo para eu não fazer isso, porque ela não ia aguentar perder duas filhas, e eu não tinha escolha, ia matar a minha mãe também e não queria fazer isso com ela. Aí engoli no seco e falei: 'Vou viver'", afirma Juliette, emocionada.
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No segundo episódio do documentário, que é a uma produção original Globoplay, Juliette ainda relembra os tempos na faculdade, o início da carreira no Direito e na maquiagem e as tentativas de entrar no BBB.
"Eu era apaixonada por Literatura e fiz Letras, mas o amor pelo Direito permanecia. Durante o curso de Letras, comecei a estudar para Direito e, aí, passei para as faculdades públicas. Estagiei na Defensoria Pública da União e fiz Tribunal de Contas do Estado", diz ela.
"Comecei a morar só, e minha família nunca teve condições de me ajudar. Então só o estágio não dava, era pouquinho, menos de um salário mínimo. Falei: 'Preciso trabalhar' e fui para a maquiagem. Eu estagiava, fazia faculdade e trabalhava de maquiadora", explica Juliette.
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Com a pandemia do coronavírus, no entanto, a advogada e maquiadora precisou apertar os cintos.
"Quando quebrei mesmo, agora na pandemia, eu disse: 'Não tenho dinheiro nem para fazer feira'. Seis meses sem entrar nada, nem um real. E aí, peguei o auxílio emergencial. Eu conseguia pagar o aluguel, 'mainha' me ajudava um pouquinho, para não entregar o apartamento em que eu morava em João Pessoa", relembra.
"Se não fosse o Big Brother que tivesse me chamado, não sei o que teria acontecido, porque eu já não tinha mais nem um real furado no meio."
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Apesar dos obstáculos, a campeã do BBB21 é só gratidão pela jornada.
"Sempre fui acostumada a ter pessoas que me amam, que me entendem, que me admiram, e que eu admiro. Era cercada de coisas boas, só não tinha dinheiro, mas todo o resto, eu tinha."
Você nunca Esteve Sozinha – O Doc de Juliette é um documentário original Globoplay, realizado pelo núcleo de Mariano Boni, diretor de gênero de Variedades da Globo, com parceria de LordBull. A obra tem supervisão artística de Rafael Dragaud, direção geral de Patricia Carvalho, direção de Patricia Cupello e roteiro de Aline Nunes, Felipe Mazzoni e Erica Chaves.
Fonte: Gshow