Prefeita decreta lockdown, sofre ameaças de morte e pede escolta policial
A prefeita de Cáceres, Eliene Liberato (PSB), estaria recebendo ameaças de morte após acatar ordem judicial, proferida pela desembargadora Maria Helena Póvoas - presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) - e decretar lockdown no município, por pelo menos 10 dias, para combater o avanço da pandemia.
Um áudio vazado na internet, supostamente de empresários do município, que estariam programando de fechar a BR que dá acesso à cidade, as pessoas discutem formas de encontrar e pressionar a prefeita e caso não a encontre, eles discutem que ‘tem que ir para cima’ do vice ou do presidente da Câmara de Vereadores.
“(...) quando um prefeito, o governador ou desembargador vem com decisões absurdas, o único jeito é a desobediência civil. Junto com o fechamento da BR, temos que ir para frente do quartel pedir ‘pelo amor de Deus’, estão implantando uma ditadura”, disse um dos manifestantes.
Anuncie aqui Sua marca para todo o Médio Norte 300 × 250 px Quero anunciarOutro desconfiou que no grupo houvesse um ‘penetra’ que estaria avisando sobre os planos à prefeita e disse: “vamos caçar ele também, vamos acampar na casa dele e comer lá até onde der. Vamos fazer um acordo, vamos descobrir onde a prefeita está e vamos todos para lá. Acampamos em frente, não deixamos sair e vai ter que dar uma solução”.
A líder do Executivo comunicou a seus secretários que na tarde desta terça-feira (30) estava em casa aguardando escolta da Polícia Militar (PM), além de pedir proteção também à Polícia Federal, para conseguir sair de casa em segurança.
“De uma certa forma está explicita as ameaças contra a minha vida, contra a minha pessoa, mesmo que de forma velada. Contra o patrimônio público também, a partir do momento em que dizem que vão quebrar. Isso é muito sério, é grave, são pessoas perigosas”.
Por meio do áudio enviado através de um grupo de WhatsApp entre a prefeita e seu staff, Eliene pediu que os secretários e o vice-prefeito, Dr. Odenilson Silva, se protegessem e fechassem a prefeitura. Ressaltou ainda que caso ‘fossem’ no prédio do Executivo e não encontrassem ninguém, iriam atrás da casa dela.
“Gostaria de pedir para vocês se protegerem, não abrir essa prefeitura, fechem. Se eles não me acharem aí eles vêm para a casa”, explicou.
Eliene disse ainda que tinha uma reunião online nesta tarde e pediu que seu secretário conduzisse, pois, ela não ia ficar em casa e estava apenas aguardando a chegada da polícia para sair.
“Essas pessoas não têm consequências, não estão nem aí para a vida e, por favor, ninguém atenda. O vice [Dr. Odenilson Silva] também, se puder, não vá [na prefeitura]. Um absurdo uma coisa dessas”, terminou Eliene.
Fonte: Repórter MT