O juiz Flávio Miraglia Fernandes, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, decidiu manter a prisão preventiva de Ana Cláudia de Souza Oliveira Flor, de 38 anos, acusada de ser a mandante do assassinato do marido, o empresário Toni Flor, registrado em agosto de 2020.
A defesa de Ana Cláudia havia pedido a prisão domiciliar, em razão das filhas menores que a viúva possui. No entanto, o Ministério Público se manifestou contrário ao argumento, apontando que a mulher é acusada de crime hediondo e, por isso, não tem direito à prisão domiciliar.
Ainda, o Ministério Público argumentou que Ana Cláudia é a principal responsável pelo sofrimento que as filhas passam estando longe dos pais.
Em decisão dessa quinta-feira (30), o juiz seguiu o entendimento do Ministério Público e apontou que a prisão domiciliar não é recomendada para o caso de Ana Cláudia Flor.
Miraglia destacou que, segundo informações obtidas por interceptação telefônica no âmbito do inquérito policial, Ana Cláudia confessou ter pago propina para um agente público lhe passar informações privilegiadas sobre a investigação pela morte de seu marido.
As escutas ainda apontaram que Ana Cláudia tinha a intenção de mandar matar Igor Espinosa, acusado de ser o autor dos disparos que mataram Toni Flor.
“Diante de tais circunstâncias, não só a instrução probatória pode sofrer com a liberdade da denunciada, já que a mesma por meios escusos manifestou vontade de interferir nas investigações policiais, como os próprios comparsas podem ser alvos, pois é isto que se colhe das interceptações e caderno investigativo”, considerou o juiz.
O magistrado considerou que, portanto, mesmo com a tornozeleira eletrônica, não há garantias com a liberdade de Ana Cláudia. Por isso, a prisão cautelar foi mantida.
Fonte: Repórter MT
