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Papa Francisco pede que pais não condenem seus filhos devido à orientação sexual

por Sandra Carvalho

Durante audiência semanal do Vaticano realizada nesta quarta-feira (26), o papa Francisco fez um apelo para que pais não condenem seus filhos devido à orientação sexual. O pontífice já havia dito, em outra ocasião, que pessoas LGBTQIA+ têm o direito de serem acolhidas por suas famílias.

Francisco falava sobre a dificuldade que os pais podem enfrentar na criação dos filhos quando elencou a importância de “não se esconder atrás de uma atitude de condenação” diante da orientação sexual.

Francisco também disse que, embora a Igreja Católica não aceite uniões entre pessoas do mesmo sexo, a instituição pode e deve apoiar leis de união civil destinadas a dar a esses casais direitos igualitários em áreas como acesso a saúde e compartilhamento de bens.

O pontífice, que lidera a igreja desde 2013, adotou postura mais aberta sobre o tema, mas não mudou dogmas da instituição, como mostra a decisão de não abençoar a união de pessoas do mesmo sexo.

O papa disse que jamais poderia julgar um gay, sinalizou que católicos devem acolher crianças de casais do mesmo sexo e já recebeu transexuais e defensores do aborto em audiências. Um dos principais opositores ao casamento gay na igreja é o papa emérito Bento 16, atualmente envolvido em uma investigação por supostamente ter acobertado casos de abuso sexual de crianças quando era arcebispo de Munique. Em uma biografia autorizada, ele comparou a união homossexual ao “anticristo”.

Nesta semana, um grupo de 125 católicos LGBTQIA+ da Alemanha assumiu sua orientação sexual e denunciou o que eles chamam de política discriminatória da Igreja. Padres, ex-sacerdotes, professores de teologia, voluntários das paróquias e praticantes da religião pediram uma mudança no “código trabalhista discriminatório” da instituição e a eliminação da “redação degradante e excludente” de regulamentos.

Francisco fez um apelo por paz. “Eles são um povo que sofre”, disse, sobre os ucranianos. “Sofreram fome e tanta crueldade que merecem paz. Por favor, nunca faça a guerra.” O pontífice tinha dito, no fim de semana, que promoveria nesta quarta um dia internacional de orações para impedir que a crise na região se agrave.

As falas de Francisco vêm ainda poucos dias após ele atribuir, pela primeira vez, os ministérios leigos da Igreja Católica de Leitorado e Catecismo a mulheres. Os cargos já haviam sido femininos em outras ocasiões, mas sem o reconhecimento institucional formal.

Nesta quarta, o religioso ainda informou que está com uma inflamação no ligamento do joelho direito. É notório que problemas no nervo ciático o fazem ter dores nas pernas e muitas vezes mancar e, no final de 2021, especulações sobre sua condição física voltaram depois que ele compareceu a um serviço religioso, mas no último minuto não o presidiu.

“Essa inflamação [no joelho] em geral atinge pessoas mais velhas”, disse, para em seguida brincar. “Não sei por que aconteceu comigo.” Ele tem ficado sentado em muitas ocasiões no Vaticano e, nesta quarta, evitou descer os degraus da sala de audiências para encontrar fiéis.

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