O Tribunal de Justiça de Mato Grosso extinguiu, no último dia 12, um processo movido contra o advogado Carlos Naves, que atua em Rondonópolis.
Naves era acusado de dirigir embriagado, fugir de uma barreira policial e outros crimes. Ele chegou a ser preso e depois solto, após pagamento de fiança.
Na época, em 2018, o advogado disputava a eleição para deputado federal e alegou inocência. Com a extinção do processo, as acusações foram todas apagadas e até o dinheiro pago como fiança já foi devolvido.
“O sentimento é de que foi feito justiça”, declarou Carlos Naves. O caso aconteceu na madrugada do dia 28 de agosto de 2018, após ele deixar uma festa infantil e ir em direção à sua residência.
O advogado teria sido seguido por várias viaturas policiais, que chegaram a entrar em sua residência e prendê-lo, sob a alegação de ter “furado” um bloqueio policial, ter se recusado a fazer o teste do bafômetro, além de porte ilegal de arma de fogo e até uma suspeita de sequestro, além de crimes menores de trânsito.
Em sua defesa, o advogado alegou abuso de autoridade e arbitrariedade pela invasão à sua residência, pois os policiais teriam desrespeitadas suas prerrogativas como advogado. Os policiais teriam até arrancado à força um telefone celular que estava em poder de um dos filhos de Naves, que filmava a ação policial.
Naves negou que tenha desrespeitado qualquer barreira policial e anexou documentos ao processo que comprovavam que ele estavas se dirigido para sua casa em uma velocidade média de 24 quilômetros por hora. Esta velocidade jogaria por terra a acusação de direção perigosa e a de que teria “fugido” de alguma barreira policial, , segundo o advogado.
O advogado entendeu também que houve perseguição política, pois ele identificou um dos policiais que participou da ação como sendo um cabo eleitoral de um político de quem é desafeto e ele, já que a caminhonete que usava na ocasião, a qual os policiais tentaram apreender, tinha um equipamento de som e era usada por ele para denunciar o que classifica de “desmandos” do político e alguns de seus aliados.
Fonte: MidiaNews
