O advogado Francisco Faiad, que faz a defesa de Antônio Monreal Neto, assessor do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) e alvo da Operação Capistrum, nega que o investigado tenha descumprido medidas cautelares impostas pelo Judiciário. Ele pediu esclarecimentos à Justiça.
“Informa o requerente que tal informação é inverídica. Não procede. Desde o dia da operação policial determinada por Vossa Excelência, quando o requerente fora preso temporariamente que o mesmo não comparece a Prefeitura Municipal e nem qualquer órgão vinculado à mesma”, diz trecho da manifestação, assinada nesta terça-feira (9).
Conforme o 
Segundo o documento, datado dessa segunda-feira (8), Neto teria ido à sede da Prefeitura de Cuiabá mesmo sabendo que estava proibido. A informação teria sido repassada ao desembargador pela Central de Monitoramento.
Entretanto, de acordo com o advogado, Neto não teria desobedecido a determinação judicial e “jamais o faria”. Segundo Faiad, o mais próximo da Prefeitura que o assessor chegou foi a sede do Banco Bradesco, na Rua Barão de Melgaço, atrás do prédio municipal.
O advogado afirmou que ele foi até o local na tarde dessa segunda-feira (8) “pagar o boleto do financiamento de seu apartamento, que é pago naquela agência, onde o requerente possui sua conta corrente”, e pediu que a Justiça requeira acesso à gravação das câmeras existentes na agência bancária e na Prefeitura de Cuiabá, “posto que o requerente tem consciência tranquila de que jamais esteve naquele prédio”.
Ainda de acordo com Faiad, a defesa também pediu à Central de Monitoramento do Estado um relatório da localização do investigado desde sua soltura, para demonstrar a inexistência de visita à Prefeitura. “Isto posto, requer sejam esclarecidos esses fatos para a elucidação da verdade”.
O pedido ainda vai ser analisado pelo desembargador Luiz Ferreira.
Fonte: Repórter MT
